sexta-feira, 23 de março de 2018

Lugares da Bíblia - Pompeia e Herculano: Sodoma e Gomorra do primeiro século?Sodoma e Gomorra, como evidencia Gênesis, foram consumidas pela ira de Deus em fogo e enxofre caídos do céu – o que a arqueologia confirmou recentemente. Pompeia e Herculano, cidades do Império Romano na região da atual Nápoles, na Itália, foram completamente destruídas por uma violenta erupção do vulcão Vesúvio no século 1, em um fenômeno bem semelhante, sem que seus habitantes e turistas tivessem tempo de planejar uma fuga. As duas localidades italianas não constam do texto bíblico, mas algumas curiosidades ligam seu fim às cidades consumidas pelo fogo no Antigo Testamento – principalmente a extrema devassidão de habitantes e frequentadores.m 79 depois de Cristo (d.C.), Pompeia e Herculano, distantes poucos quilômetros da atual Nápoles, na Itália, eram dois grandes balneários do Império Romano. Ambas eram frequentadas pelas altas classes romanas, que nelas passavam longos períodos de descanso, ou buscavam o prazer físico desenfreado. Entre quatro paredes ou a pleno céu aberto, a jogatina, a pornografia e a promiscuidade reinavam, com participantes de todas as idades.

Alguns comparam Pompeia e Herculano a lugares modernos em que a luxúria é bem evidente, como a norte-americana Las Vegas e a espanhola Ibiza. Contudo, achados arqueológicos esclareceram não só a famosa destruição local como revelaram ao mundo que essas atuais “cidades do pecado” citadas não chegavam aos pés da imoralidade praticada na região consumida pelo Vesúvio. Bares e bordéis eram maioria entre os estabelecimentos locais. Ídolos e pinturas escancaravam o sexo sujo para onde se olhasse.
Mar de lama fervente
Em uma ensolarada manhã do ano 79, uma grande explosão no topo arborizado do grande Vesúvio surpreendeu quem estava perto do vulcão. Ele havia dado sinal de vida em uma erupção bem menor no ano 62, mas não dera nenhum sinal de atividade até aquele fatídico dia.
A maioria das pessoas nas duas cidades não teve tempo de empreender uma fuga calculada levando seus mais preciosos pertences. Somente a roupa do corpo as acompanhava na correria que poucos puderam empreender. Relatos falam em 30 mil mortos repentinamente.
Ambas as cidades e toda exuberante natureza ao redor foram quase instantaneamente consumidas em uma mistura de cinzas, lava incandescente e terra que descia pelos leitos dos rios próximos à montanha, em uma velocidade tal que impediu uma evacuação eficaz. Muitos que não morreram assados em segundos pela mistura infernal, agonizaram e foram abatidos pela extremamente venenosa mistura de gases expelidos pelo vulcão.
A violência da avalanche foi tamanha, que Herculano ficou sob uma camada de cinzas de 12 a 18 metros de altura, enquanto a de Pompeia, um pouco mais distante, tinha 7 metros. Os poucos relatos dos sobreviventes, entre eles o advogado e escritor Plínio, o Moço, diziam respeito a uma colossal nuvem negra que tomou quilômetros de extensão e “transformou o dia em noite, tal como num quarto trancado”. Pessoas foram pisoteadas por outras e, quando a poeira mortal dissipou após vários dias, havia gente e animais mortos mesmo a quilômetros da área onde antes estavam duas ativas cidades.
Nos anos seguintes, Pompeia e Herculano foram completamente esquecidas pelos romanos. Mais de 1,6 mil anos depois, foram encontradas por acidente, durante escavações para obras. A devassidão mostrada nas esculturas e pinturas do local constrangem algumas pessoas até os dias de hoje, o que as tornou proibidas para exibição durante algumas épocas – mesmo hoje, alguns locais são vedados à visitação de menores de idade. Até mesmo sexo com crianças e animais em festas deploráveis são mostrados.
Moldes mortuários
A maioria dos mortos foi surpreendida pela lama mortal, cozida instantaneamente pela mistura que invadiu casas e ruas. Quando os arqueólogos escavavam as cinzas solidificadas, após milhares de anos, curiosamente achavam buracos que não conseguiam explicar. Os formatos eram irregulares e intrigantes. Eis que alguém teve uma ideia bem interessante: injetou gesso nas cavidades e só depois escavou em volta. O gesso endurecido tomou a forma do que formara aqueles buracos: corpos de pessoas e animais sepultados pelo material do Vesúvio, que se desintegraram com o tempo, deixando o formato no solo. Até hoje, essas estátuas mortuárias (como a da foto acima) – atualmente feitas com resinas, mais resistentes que o gesso – mostram como as vítimas estavam na hora da morte.
Hoje, as escavações já deram conta de revelar 80% das duas cidades, e muitas partes delas estão disponíveis a quem quiser testemunhar como lugares construídos e mantidos com o único objetivo do pecado foram consumidos pelo fogo como Sodoma e Gomorra milênios antes.

Pompéia: Cidade Eterna

Há quase 2 mil anos, uma erupção vulcânica soterrou Pompéia.Suas ruínas permitem conhecer o dia-a-dia de uma cidade romana - como se ela continuasse existindo para sempreFoi a maior erupção do Vesúvio de que se tem notícia. Na manhã de 24 de agosto do ano 79, uma chuva de cinzas e pedras que saia da cratera do vulcão apanhou de surpresa os moradores das cidades de Pompéia, Herculano e Stabia. Localizadas no golfo de Nápoles. no Sul da Itália as três foram totalmente soterradas. Pompéia, a 23 quilômetros de Nápoles, com uma população estimada entre 10 e. 15 mil habitantes, era a maior delas. Dias antes da catástrofe, os pompeianos ouviram ruídos que vinham do solo e para os quais não encontravam explicação.

Provavelmente, a julgar pela ausência de precauções, eles nem sequer suspeitavam de que a montanha onde plantavam vinhas abrigava um perigoso vulcão. As pedras, chamadas lapíli (do italiano lapilli, pedrinhas), que a cratera expelia, alcançavam quilômetros de altura e algumas tinham espessura de 8 metros. Normalmente, os lapíli são do tamanho de uma avelã. Quem conseguiu sobreviver às pedradas acabou morrendo por asfixia: o Vesúvio soltava um gás altamente tóxico e letal. No dia 27, as cidades estavam sepultadas debaixo das cinzas e pedras. Os sobreviventes que retornaram em busca de seus pertences não encontraram mais nada.
Alguns séculos mais tarde, nem era possível precisar o local exato onde se ergueram. Só no século XVI é que foram descobertos vestígios das ruínas de Pompéia, quando o arquiteto italiano Domenico Fontana tentou abrir um túnel sob o monte La Civita; ele pretendia construir um canal que levasse a água do rio Sarno para a cidade vizinha de Torre Annunziata. Passaram-se mais dois séculos até que as pesquisas na área começassem. Em 1738, por ordem do rei Carlos III de Espanha — cujos domínios incluíam Nápoles — ,o engenheiro Rocco Giacchino de Alcubierre iniciou escavações sistemáticas onde antes se erguera Herculano, a 8 quilômetros de Nápoles.
Dez anos depois, passaram a escavar em outro local, que só em 1763, por meio de uma inscrição, foi identificado como Pompéia. Os arqueólogos contratados por Alcubierre encontraram também o primeiro cadáver e quanto mais avançavam no trabalho outros apareciam. Todos transformados em estátuas de pedras. São famosas as de uma mãe que amamentava o filho, a de um cão preso a correntes e as de três jovens mulheres surpreendidas na fuga da Vila dos Mistérios como se chamava o templo onde se celebravam os cultos ao deus Dioniso. A posição em que foram encontrados os corpos indica a luta que travaram para se livrar da morte.
Esses achados causaram grande impacto — e não era para menos. Pela primeira vez vinha a público a imagem concreta de uma cidade romana que não sofrera as mudanças que o tempo e as gerações teriam nela produzido. A princípio e por um bom tempo pensou-se que seus habitantes tinham alto nível cultural e artístico devido às esculturas de bronze e mármore e aos objetos de prata e vidro ali encontrados. Mas no decorrer das investigações ficou provado, ao contrário, que os cidadãos de Pompéia eram provincianos encerrados nos muros da pequena cidade, de onde só saiam para fazer negócios.
Uma inscrição na casa de Vedio Sirico, um rico comerciante local, dizia: “Salve o lucro”. Para a aristocracia romana — o patriciado — lucro significava aumento de patrimônio — uma verdadeira obsessão na época. Os habitantes de Pompéia eram uma mistura de sanitas — povo itálico que ocupou a região no século V a.C.—, veteranos das regiões romanas — isto é, soldados que recebiam lotes de terra como recompensa — e ricos aristocratas interessados em especulação imobiliária e em construir casas de veraneio. As cidades e vilas da região da Campânia, Pompéia entre elas, eram inicialmente aliadas de Roma? mas no século I a.C. rebelaram-se porque queriam ter representação política junto ao Império romano. Derrotadas, foram transformadas em colônias e o latim passou a ser a língua oficial em substituição ao osco, idioma falado até então em Pompéia.
As pesquisas arqueológicas revelaram que a sociedade pompeiana, como qualquer outra do Império romano, apresentava grandes contrastes e diferenças de classe: os escravos e plebeus trabalhavam para os patrícios e o sonho dos cativos, quando conseguiam a liberdade, era ganhar dinheiro suficiente para comprar seu próprio escravo. Pompéia vivia basicamente do comércio de azeite e do vinho que produzia. Sua localização estratégica, entre o mar e a foz do rio Sarno, facilitava a exportação desses produtos para cidades do Mediterrâneo. No século II a.C., o comércio ganhou impulso e isso se refletiu de imediato nas construções, que aumentaram em número e em luxo.
As escavações mostraram também que os moradores de Pompéia veneravam os deuses oficiais romanos, tanto que havia templos em homenagem a Apolo, Júpiter e Vênus, a quem ofertavam orações e bens. Em troca, eles acreditavam receber paz de espírito. Às divindades cabia a responsabilidade de dirigir a vida das pessoas e cuidar para que os costumes não se tornassem demasiadamente devassos. A idéia muito comum de que Pompéia era o paraíso do ócio e das bacanais do Império é hoje contestada.
Ela nasceu da descoberta de desenhos obscenos, símbolos fálicos e cenas eróticas pintados nas paredes de bordéis, que aguçaram a imaginação dos escritores. A partir daí, eles construíram toda uma história na qual os habitantes de Pompéia aparecem como pessoas dissolutas. Na verdade, bordéis também fizeram parte de sociedades conservadoras e Pompéia nada mais foi que uma cidade representativa da sociedade romana da Antiguidade. Seja como for. as paredes dos bordéis são uma das atrações que levam mais de 1 milhão de turistas anualmente às ruínas da cidade. A outra grande atração fica por conta das casas, em sua maioria luxuosas e espaçosas, todas com um jardim no meio. Por meio delas, pode-se reconstruir a típica casa romana da classe média abastada ou rica.
No romance Satyricon o escritor romano Petrônio, que morreu no ano 66, retrata bem os usos e costumes característicos dos novos-ricos que moravam em Pompéia poucos anos antes da erupção do Vesúvio. Estudiosos modernos concordam. “Ali, fortunas se faziam da noite para o dia e da mesma forma aconteciam as falências. Isso talvez explique por que os pompeianos tinham como doutrina viver intensamente o momento presente”, afirma o arqueólogo Norberto Luiz Guaraniello 29 anos, professor da Universidade de São Paulo, que realizou pesquisas arqueológicas em Pompéia no ano passado.
As descobertas dos pesquisadores desvendaram muitos aspectos do cotidiano de Pompéia e reconstituíram os seus derradeiros dias. Naquela manhã de 24 de agosto de 79, as padarias, por exemplo, estavam em plena atividade. Moinhos, máquinas de misturar farinha, fornos e até pões carbonizados testemunham isso. A cidade, que mal tinha se recuperado da destruição causada por um terremoto dezessete anos antes, possuía também numerosas oficinas de ferreiros, o que prova o grande domínio de técnicas de artesanato. As oficinas dos escultores, joalheiros? as lojas que vendiam alimentos, o mercado, as fábricas de lâmpadas a óleo ilustram outros aspectos da vida dos cidadãos locais. Também foi possível saber que uma das termas da cidade ficava aberta à noite e era iluminada por cerca de mil lâmpadas a óleo. Tanto para homens quanto para mulheres, as termas funcionavam como uma espécie de clube onde as pessoas se encontravam.
Outra descoberta importante dos arqueólogos foram os grafitos que se espalhavam por toda a cidade — de dar água na boca aos melhores grafiteiros das metrópoles do século XX. Havia inscrições para todos os gostos: desde os que anunciavam a troca de um amante por outro até citações, nem sempre exatas porque escritas de memória, de poetas como Virgílio. Além disso, nos muros das casas, edifícios públicos e até nas sepulturas gravavam-se anúncios de combates de gladiadores e muita propaganda eleitoral. Todos os anos a população elegia os duúnviros — as duas autoridades mais importantes da cidade, equivalentes aos cônsules romanos — e dois edis — espécie de vereadores que cuidavam da inspeção e conservação dos edifícios públicos.
Por isso, um com número de pessoas trabalhava à noite fazendo propaganda de candidatos. “Eles trabalhavam em grupos”, afirma o professor Guaraniello. “Um segurava a escada, outro a lanterna, um terceiro escrevia frases e havia os que depois das eleições limpavam os muros”, explica ele. Mas, além de bons grafiteiros, ao que parece os pompeianos eram também bons de briga. Pelo menos é o que se deduz de um episódio narrado pelo historiador romano Cornélio Tácito (56-120). Uma luta entre gladiadores de Pompéia e da cidade próxima de Nocera, no ano 59, acabou em tumulto generalizado das duas torcidas.
Entre mortos e feridos, as baixas foram maiores do lado dos noceranos. Por isso, o anfiteatro de Pompéia, palco das lutas, ficou fechado por um bom tempo. A cidade tinha ainda dois teatros: um com capacidade para 5 mil pessoas. onde se representavam comédias, e outro menor, o odeon, que abrigava 1500 pessoas, onde aconteciam os espetáculos musicais. No que era considerado o centro pulsante da cidade, ficavam o fórum, os edifícios públicos, o mercado, o banheiro público e os templos, além de uma grande lavanderia e tinturaria. Comandada por uma mulher, coisa rara na época, de nome Eumachia, supõe-se que ali era tingida toda a lã de carneiro que a cidade produzia.
Com base nas reconstituições que as pesquisas arqueológicas proporcionaram, o cinema produziu a partir da década de 20 muitos filmes épicos que retrataram com fidelidade os usos e costumes da história romana da época e a tragédia que soterrou Pompéia. Os últimos dias de Pompéia é um filme que já teve quatro versões: a primeira em 1926 e a última em 1983, esta uma minissérie para a televisão. Se, de um lado, as produções cinematográficas eram grandiosas, de outro a vasta literatura deixa a desejar. Assim, o documento considerado de maior valor histórico foi escrito por Plínio, o Jovem, 25 anos depois da tragédia.
Em duas cartas que enviou ao historiador Tácito, Plínio descreve a morte de seu tio, Plínio, o Velho. Ambos se encontravam na cidade de Miseno, numa das pontes da baia de Nápoles, quase em frente a Pompéia, quando viram a erupção. Plínio O Velho, que além de comandar a frota romana foi autor de uma enciclopédica História Natural, resolveu ver de perto o que acontecia e acabou morrendo na praia de Stabia, asfixiado por gases tóxicos. As cartas são consideradas uma reportagem fiel do que se passou em Pompéia naqueles dias. Depois da erupção de 79, o Vesúvio irrompeu ainda nada menos que trinta vezes — o episódio mais recente ocorreu em 1944. Mas nunca com a violência que sepultou Pompéia.
 Após a erupção do Monte Vesúvio, em 24 de agosto do ano 79, toda a cidade de Pompeia, na baía de Nápoles, na Itália, foi sepultada e esquecida até meados do século 18. Hoje, é um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do mundo e ocupa um lugar especial na imaginação das pessoas.
Quando o gás vulcânico e as cinzas atingiram Pompeia e selaram seu destino, a cidade foi “pausada” no tempo. Quando o sítio foi redescoberto, o seu excelente estado de conservação se tornou aparente. Em termos de volume de dados arqueológicos detalhados, nenhum outro sítio arqueológico pode rivalizar com Pompeia.
Esta lista contém 10 fatos interessantes que permitirão que recriemos em nossas mentes alguns detalhes fascinantes desta incrível e lendária cidadeAs escavações em Pompeia identificaram cerca de 25 edifícios onde a prostituição era praticada. A maioria destes lugares era composta apenas por um quarto individual, mas há um edifício conhecido como Lupanar (“lupa” em latim significa loba e é uma gíria para prostituta), que era relativamente grande e altamente organizado.
O Lupanar tem dois níveis, com cinco quartos em cada um deles. Os arqueólogos acreditam que este edifício funcionava como um bordel desde o início. O interior é decorado com pinturas eróticas que visavam provocar a imaginação dos clientes.
Com base nos estudos de nomes das prostitutas preservados em grafite, acredita-se que elas eram escravas, a maioria grega ou oriental. A taxa cobrada era relativamente razoável: o equivalente a alguns copos de vinho.Pompeia ainda preserva um grande número de graffiti e pinturas em suas parede, que oferecem-nos uma rara oportunidade de ler diretamente as palavras e pensamentos da sociedade romana antiga. A natureza dessas inscrições é ampla, variando de mensagens privadas até diversos tipos de comunicações, tais como avisos eleitorais. Abaixo, alguns exemplos:
“Eu não me importo sobre a sua gravidez, Salvilla; Eu a desprezo”. [Mensagem privada]
“Se você vai lutar, saia!” [Escrito na parede de uma taberna]
“O grupo de gladiadores de Aulus Suettius Certus vai lutar em Pompeia em 31 de maio. Haverá uma caça e barracas”. [Anúncio]
“Parede, estou espantado que você não tenha caído em ruínas por suportar os rabiscos tediosos de tantos escritores”. [Encontrado em quatro paredes diferentes]
“Myrtis, você chupa bem”. [Encontrado em um prostíbulo]
Há também uma série de anúncios eleitorais, normalmente pintados nas paredes em locais centrais e áreas ocupadas para maximizar sua exposição. Nem todos eram favoráveis aos candidatos. Uma amarga ironia era praticada com frequência:
“Todos os bebedores boêmios pedem que você eleja Marcus Cerrinius Vatia como magistrado da cidade”.
“Os pequenos ladrões pedem que você eleja Vatia como magistrado da cidade”.Embora Pompeia seja identificada como uma cidade romana, os arqueólogos têm boas razões para acreditar que o local tenha sido anteriormente ocupado pelos gregos. Os mais antigos vestígios arquitetônicos da cidade, datados do século VI aC, são fragmentos de um templo grego dórico.
Isto é consistente com o fato de que durante o século VI aC, a área costeira onde Pompeia está localizada teve assentamentos de vários postos avançados gregos. Pompeia tornou-se parte do mundo romano alguns séculos mais tarde.
Há evidências de ocupações ainda mais antigas também, mas os vestígios arquitetônicos parecem indicar que os gregos foram o primeiro grupo que conseguiu construir edifícios ainda identificáveis hoje. Os colonos originais, quem quer que fossem, não perceberam que a terra que ocupavam havia sido formada por uma erupção anterior do VesúvioA impressionante fertilidade do solo era, de fato, o resultado de material vulcânico depositado pela atividade do Vesúvio. Seria interessante saber quantas comunidades antes de Pompeia sofreram o mesmo destino violento.A maioria de nós já ouviu falar sobre a erupção devastadora que enterrou Pompeia, mas é menos conhecido o fato que a cidade recebeu alguns alertas precoces sobre o desastre que estava por vir. Em 62 dC, Pompeia foi seriamente danificada por um terremoto.
Seus habitantes não sabiam a razão por trás disso, mas nós sabemos: o choque foi o resultado de uma pluma de magma em movimento sob o Monte Vesúvio. Durante os anos anteriores à erupção, Pompeia foi afetada por terremotos menores de forma bastante frequente. O Vesúvio estava prestes a acordar.Plínio, o Jovem testemunhou a erupção de uma distância segura e escreveu o que viu, deixando para nós um registro em primeira mão valioso e realmente vívido da erupção que enterrou Pompeia. Plínio estava hospedado em Misenum, uma cidade localizada na baía de Nápoles, no lado oposto de Pompeia.
De acordo com seu relato, uma nuvem de forma estranha sobre a localização de Pompeia chamou sua atenção durante o início da manhã de 24 de agosto de 79. Plínio descreveu a nuvem como um guarda-chuva com aparência de pinho com um tronco longo vertical e um topo plano. Seu relato afirma que ele sentiu uma série de terremotos durante a noite.
Ao amanhecer de 25 de agosto, ele deixou a casa onde estava vivendo, com medo de que ela poderia entrar em colapso. Ele também viu o mar sendo sugado a partir da costa, como resultado de outro forte terremoto, “deixando as criaturas do mar encalhadas na areia seca”.As águas voltaram para a costa depois de um tempo. Mais tarde, o vento mudou e trouxe a nuvem vulcânica em cima de Misenum, deixando a cidade na escuridão.É um fato bem conhecido que a erupção do Monte Vesúvio teve uma força cataclísmica, mas quão forte exatamente? Perguntas como esta nunca são fáceis de responder. A melhor estimativa, neste caso, afirma que as erupções tiveram uma força de 500 vezes a da bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão.
O poder devastador do Monte Vesúvio foi considerado proverbial por algumas pessoas. Martial, um antigo poeta romano, escreveu: “Tudo em volta do Vesúvio está submerso em chamas e cinzas tristes; nem mesmo os deuses acima gostariam de ter tanto poder” (Epigramsa 4.44.7-8)A contagem de corpos em Pompeia está entre 1.000 a 1.500 cadáveres, mas considerando que as primeiras escavações são mal registradas, estes números não são confiáveis. Se somarmos os corpos não registrados mais os corpos ainda a serem descobertos nas áreas não escavadas, o número de vítimas estimado sobe para cerca de 2.500.
É impossível saber o número de pessoas que fugiram durante a erupção. Isso significa que a contagem de corpos estimada, embora seja uma informação relevante, tem pouco ou nenhum uso no quesito descobrir a população total de Pompeia.1231429 - Pompeii

Alguns dos detalhes sobre a sequência de eventos que se seguiram à erupção estão disponíveis para nós graças à pesquisa geológica recente. Depois que o Monte Vesúvio acordou em 24 de agosto de 79, uma espessa nuvem de cinzas vulcânicas se moveu em direção a Pompeia, depositando uma camada de cinzas e detritos em cima das ruas e edifíciosConforme as cinzas e resíduos vulcânicos continuaram a cair sobre a cidade, alguns dos edifícios e estruturas começaram a sucumbir. Eles começaram a ceder quando o peso do material vulcânico acumulado tornou-se cada vez mais e mais pesado. Neste ponto, a camada de cinza pode ter tido cerca de 2,8 metros de espessura. Os habitantes de Pompeia também foram capazes de sentir alguns tremores intensos da Terra, e o calor da encosta do Vesúvio deve ter sido perceptível.
Em 25 de agosto, possivelmente por volta das 7:30 da manhã, um fluxo piroclástico alcançou Pompeia, destruindo as moradias ao redor da cidade. Uma segunda onda de gás quente vulcânico e pedra movendo-se a 100 quilômetros por hora atingiu Pompeia um pouco mais tarde, desta vez transbordando os muros da cidade e matando todos os seres vivos lá dentro.
Mais algumas ondas se seguiram. No momento em que estava tudo acabado, Pompeia foi enterrada sob 5 metros de material vulcânico. As pontas dos edifícios mais altos eram a única coisa visível.Pompeia foi redescoberta acidentalmente em 1594, durante a escavação de um canal de água. Por puro acaso, os trabalhadores descobriram afrescos nas paredes e uma inscrição contendo o nome da cidade.
Naquela época, o nome Pompeia foi interpretado como uma referência a Pompeu, o Grande, um renomado comandante militar romano que viveu no primeiro século aC. Como resultado desse erro, os restos descobertos foram inicialmente interpretados como fragmentos de uma casa grande que (supostamente) pertencia a Pompeu, o Grande.Quando o arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli assumiu o controle das escavações em Pompeia, em 1863, notou a ocorrência regular de espaços vazios ocasionais nas camadas de cinza vulcânica. O tamanho e forma destas áreas vazias eram consistentes com o tamanho e a forma de corpos humanos.Ele então percebeu que os vazios eram o resultado de corpos humanos que haviam sido decompostos, deixando para trás uma pista nas cinzas. Em 1870, ele desenvolveu uma técnica que permitia recuperar a forma dos corpos mortos através da injeção de gesso para dentro das cavidades.
Os vazios atuaram como um molde, e o produto final foi a recriação da forma das vítimas com precisão surpreendente. Esta técnica foi melhorada mais tarde, utilizando uma fibra de vidro transparente em vez de gesso.
A fibra de vidro tem uma vantagem: os restos nas cavidades (por exemplo, ossos e vários artefatos) foram mantidos dentro do molde, de forma visível. Centenas de moldes de gesso podem ser vistoResultado de imagem para pompeia e herculano fotos
POMPEIA


VAs antigas cidades de Pompeia e Herculanoprosperaram na base do Monte Vesúvio, na baía de Nápoles. ... Herculano era uma cidade de 5 mil habitantes e um dos destinos favoritos de verão dos romanos ricos. Ao meio-dia de 24 de agosto de 79 d.
Você já ouviu falar na cidade petrificada por vulcão na Itália? Se não, o nome dela é Pompéia. Infelizmente, nem sempre a fama de uma cidade, inclusive de cidades turísticas, são por bons motivos. No caso de Pompéia, o destemido vulcão Vesúvio despertou de forma bastante inesperada, há muitos anos, e acabou petrificando a população da cidade. Neste texto, apresentaremos a cidade hoje e um pouco da história que ela carrega, venha junto.
O vulcão Vesúvio entrou em erupção em agosto de 79 d.CSegundo relatos, o vulcão já estava inativo há uns 800 anos e, justamente por esse motivo, a população de Pompéia mal lembrava que a parte alta da cidade poderia ser uma bomba relógio prestes a estourar. A maioria das literaturas que tratam do assunto narram que a tragédia começou por volta das 13h do dia 24 de agosto.
É possível estimar ainda que a explosão da erupção foi tão forte que levantou boa parte do topo do vulcão, jogando rochas e lava para bem longe. A partir da explosão, os habitantes começaram a buscar abrigo. Pompéia tinha cerca de 20 mil habitantes e se localizava a cerca de 8 km de distância do Vesúvio. Herculano, cidade menor e mais rica, tinha 4 mil habitantes e se situava a 7 km.

Conheça Pompéia, a cidade petrificada por vulcão na Itália

Você já ouviu falar na cidade petrificada por vulcão na Itália? Se não, o nome dela é Pompéia. Infelizmente, nem sempre a fama de uma cidade, inclusive de cidades turísticas, são por bons motivos. No caso de Pompéia, o destemido vulcão Vesúvio despertou de forma bastante inesperada, há muitos anos, e acabou petrificando a população da cidade. Neste texto, apresentaremos a cidade hoje e um pouco da história que ela carrega, venha junto.
O vulcão Vesúvio entrou em erupção em agosto de 79 d.CSegundo relatos, o vulcão já estava inativo há uns 800 anos e, justamente por esse motivo, a população de Pompéia mal lembrava que a parte alta da cidade poderia ser uma bomba relógio prestes a estourar. A maioria das literaturas que tratam do assunto narram que a tragédia começou por volta das 13h do dia 24 de agosto.
É possível estimar ainda que a explosão da erupção foi tão forte que levantou boa parte do topo do vulcão, jogando rochas e lava para bem longe. A partir da explosão, os habitantes começaram a buscar abrigo. Pompéia tinha cerca de 20 mil habitantes e se localizava a cerca de 8 km de distância do Vesúvio. Herculano, cidade menor e mais rica, tinha 4 mil habitantes e se situava a 7 km.

Relíquias de uma cidade petrificada por vulcão

O que sobrou de Pompéia, vinte séculos depois da tragédia, acabou virando atração turística. Alguns corpos, modelados pelas cinzas, ainda guardam dos últimos momentos de algumas pessoas. Quem caminha pela cidade pode ver corpos curvados, outros estendidos. Os corpos menores, supostamente de crianças, são os que chamam mais atenção do público visitante.
A arquitetura da cidade também revela algumas paisagens histórias memoráveis. Quem entra nas casas de Pompéia, pode verificar a dificuldade que os habitantes que viram Vesúvio explodir em deixar seus lares. Algumas pessoas tentaram de todas as formas escapar: seja correndo para o subsolo, térreo, primeiro andar e mesmo em cima de  telhados.

Vesúvio pode entrar em atividade novamente?

Sim, segundo pesquisas de geógrafos e geólogos o Vesúvio não se trata de um vulcão extinto, mas sim um vulcão adormecido. Isso significa que, um dia ele pode voltar suas atividades. E é justamente por esse motivo que Pompéia, ainda hoje, é bastante monitoradSabendo dessa possibilidade, e com o objetivo de evitar outra tragédia, o governo italiano possui um plano e uma política de incentivo a mudança e migração dos cerca de 26 mil habitantes que vivem em Pompéia atualmente. O problema é que muitos resistem – até porque quanto mais se vive em um território, maiores vão sendo os laços afetivos e de identidade com o local. Uma das principais queixas de moradores é o valor oferecido pelo governo italiano, que, segundo os moradores, não seria o suficiente para uma mudança digna.O vulcão Vesúvio pode ser visto por entre as ruínas da cidade que ajudou a destruir no ano de 79 d.C
Pompéia e Herculano foram congeladas no tempo pela explosão do Vesúvio. Visitá-las é como voltar ao primeiro século da nossa era e ver como funcionava uma cidade romana. Por isso, são visitas que atraem milhares de pessoas por ano, e não pude perder a chance de conhecê-las quando estive em Nápoles.

Pompéia é a maior escavação arqueológica do mundo

Sem contar um dos lugares mais visitados da Itália, com 2,5 milhões de pessoas por ano, e um monumento protegido pela UNESCO.
Essa é uma das primeiras coisas que visitantes devem saber sobre Pompéia: o lugar é enorme. Use sapatos confortáveis, leve água e reserve o dia inteiro para o passeio. Eu fui em outubro, e o tempo estava perfeito para a visita, mas em outras épocas também recomendo capa de chuva ou algo para proteger do sol. Na entrada, não deixe de pegar os mapinhas, por orientação, e considere pegar também o audioguide.

O monte Vesúvio é um vulcão ativo

A última erupção foi em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele é considerado o único vulcão ativo na Europa continental (mas a Itália tem dois outros: o Etna na Sicília e Stromboli na ilha de mesmo nome).
É possível visitar a cratera do Vesúvio, e algumas pessoas fazem o passeio no mesmo dia em que visitam as duas cidades, mas é um dia corrido.

E ainda assim cerca de três milhões de pessoas vivem próximas a ele

E muitos outros milhões visitam Pompéia, Herculano, Nápoles, e o super vulcão inativo do outro lado da cidade, Campus Flegrei.
É a região vulcânica mais densamente populada do mundo, e por isso o Vesúvio é considerado um vulcão muito perigoso. O governo italiano tem planos sobre como evacuar centenas de milhares de pessoas se algo acontecer usando trens, ônibus e barcas.

Os trabalhos ainda não pararam

Só cerca de um quarto de Herculano foi escavada. O resto ainda está sob a cidade atual. Existe um debate se se deve destruir a cidade atual, que está lá há centenas de anos, para escavar a cidade antiga.
Herculano pode ser vista em algumas horas, mas é muito interessante por ser diferente de Pompéia. Aliás…

Herculano é mais preservada que Pompéia

A diferença de como Herculano e Pompéia foram destruídas faz muita diferença para o que foi conservado. Herculano tinha sido poupada no início da erupção, porque o vento soprava para o outro lado. Uma coluna de cinzas aquecidas a cerca de 500 graus atingiu a cidade na noite da erupção. A maior parte da população parece ter morrido instantaneamente. Mas em Herculano as cinzas preservaram os prédios. Até armações de madeira podem ser encontradas.
Herculano foi soterrada debaixo de 19 metros de entulhos, e por isso a cidade acima pode ser construída sem que ninguém nem soubesse o que existia embaixo dela.
Pompéia foi atingida por ondas de gás quente, que provocaram incêndios e colapso de edifícios. Por isso a maioria dos prédios não resistiu. No entanto, o calor menor foi o que preservou alguns corpos, que ainda ficam em uma exposição mórbida no anfiteatro.
Há centenas de anos que o vulcão estava dormente, e quando ele entrou em erupção,  a maioria das pessoas conseguiu escapar.

As cidades antigas eram super coloridas

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O fato de que quando a gente pensa em ruínas gregas ou romanas a gente pensa em edifícios completamente brancos vem do fato simples que tinta não costuma durar milênios. Alguns prédios mais preservados foram encontrados em Pompéia e Herculano e análise química de outros monumentos achou traços de tinta, mostrando que as cidades antigas eram super coloridas.
As cidades eram cheias de afrescos e mosaicos, e dá uma idéia do que era ser rico em uma cidade romana.

Muito do que a gente sabe vem de uma carta da época

Muito do que a gente sabe da erupção vem de uma testemunha de primeira mão: Plínio, o Jovem, que escreveu uma carta para o historiador Tácito sobre o que ele viu. O tio dele, Plínio, o Velho, morreu tentando ajudar as pessoas durante a erupção.

Herculano e Pompéia não foram as únicas cidades destruídas

Oplontis, Stabiae e Boscoreale também foram destruídas e também estão abertas para visitação. Se você quiser visitá-las, pode comprar um passe de três dias incluindo as cinco cidades por 20 euros ou o Campania ArteCard por 32 euros, incluindo outras atrações e transporte (mais informações abaixo).

A Vila dos Mistérios em Pompéia está atraindo estudiosos há anos, mas eles ainda não tem certeza do que ela é

A Vila dos Mistérios atrai visitantes pelos afrescos bem preservados, mas ainda não se tem certeza do que eles representam. É um tipo de ritual religioso, e parece um ritual de iniciação. O que ela era exatamente é motivo de constrovérsia entre especialistas.

A descoberta de arte erótica foi um choque para a moral da época…

A descoberta de material erótico foi um enorme choque cultural para os europeus da época da Contra-Reforma. Um número de afresos explícitos, inclusive um do deus Príapo, foram escondidos ou cobertos. Alguns podiam ser vistos por visitantes – homens, apenas – por uma taxa adicional. Mas as descobertas mais chocantes foram em bordéis. Além de grafites singelos como “Hic ego puellas multas futui”, aqui eu transei com muitas mulheres, pesquisadores acharam afrescos com cenas sexuais explícitas, uma delas entre duas mulheres. Hoje os afrescos estão abertos para o público.

A ponto de virar um Museu Secreto

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Crédito wikipedia commons
A coleção de arte erótica de Pompéia e Herculano era mantida em uma parte separada do Museu Arqueológico de Nápoles, e podia ser visitada somente por “pessoas de idade madura e moral respeitável” – ou seja, homens, maiores de idade e educados.
O museu foi fechado (e a porta coberta com tijolos) em 1849. Ele foi aberto e fechado várias vezes até os anos 2000. Menores de idade ainda precisam entrar com um responsável.

Informações práticas

Quando você entra em Pompéia, o mapa já aconselha alguns percursos diferentes, durando duas, quatro, seis ou oito horas. Mesmo que você não queira ficar lá o dia inteiro, saiba que muitas das casas mais famosas estão em lados opostos da cidade, então em uma visita de duas horas você vai ver muito pouco.
Para chegar em Herculano de Pompéia é só pegar a linha Circumvesuviana e descer em Ercolano Scavi. Para chegar em Pompéia, pegue o mesmo trem e desça em Pompei – Scavi villa dei misteri.
Uma opção para visitar é comprar o Campania ArteCard. Ele é um cartão que te dá acesso a várias atrações e transporte público na região da Campania por 3 ou 7 dias. Ele inclui entradas para Pompéia e Herculano, além de outros day-trips de Nápoles como Paestum e o palácio real de Caserta, e várias atrações em Nápoles. A Circumversuviana também está incluída. A versão de 3 dias custa 32 euros, ou 25 para quem tem entre 18 e 25 anos de idade. Como só a entrada de Herculano e Pompéia custa 20 euros, ele vale muito a pena!
Aproveite para conhecer também muitas das estátuas retiradas de Pompéia no Museu Arqueológico de Nápoles. Clique aqui para ver o site em inglês.
Nos caminhos entre as estações de trem e as escavações você vai ver muitas lanchonetes e pizzas em fatia. Eu levei meu próprio lanche, mas achei as coisas mais baratas em Herculano. Também existem máquinas com comida dentro de Herculano e um restaurante dentro de Pompéia. Você também pode encontrar banheiros dentro das escavações. É possível levar seu animal de estimação, mas saiba que existe um grande número de animais vadios lá.